MINISTRANTE: ISABELLA SANTANA
Formação Acadêmica/Titulação
2007 - 2009 Mestrado em Artes Visuais.
Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, Campinas, Brasil.
Dissertação: Campos do terror contemporâneo (res)significados no topos da performance art, Ano de obtenção: 2009.
Orientador: Arthur Hunold Lara.
2001 - 2006 Graduação em Artes Visuais Licenciatura.
Universidade Federal de Sergipe, UFS, São Cristovão, Brasil.
Monografia: Grupo Neo-mutismo: considerações e apontamentos sobre experiências performáticas realizadas na cidade de Aracaju em 2005.
Orientador: Rogério da Silva Oliveira.
CARGA HORÁRIA: 20 HS
EMENTA
A arte da performance, ou performance art, é uma linguagem artística híbrida, singular, que está na fronteira e abarca diversas formas de expressão artística, dentre as quais destacamos: artes visuais ou plásticas, dança, teatro, literatura, música. Sendo assim, a arte da performance, é o que podemos chamar de não-lugar, é a fronteira, o mixed-media (mistura de diversas formas de expressão artística).
A performance art, forma de expressão contracultural que eclode em meados dos anos 1960 quando artistas plásticos, dentre os quais destacamos, o estadunidense Allan Kaprow, o alemão Joseph Beuys, o grupo Fluxus, a sérvia Marina Abramovic, entre muitos outros, resolvem aproximar a arte à vida e, à gestos e a elementos ordinários do cotidiano. A performance art tem suas origens, de acordo com a atual pesquisadora da Universidade de Nova York, RoseLee Goldberg, nos movimentos de vanguarda do início do século XX (Futurismo, Construtivismo Russo, Dadaísmo, Surrealismo, Bauhaus).
A cada dia a arte da performance tem se constituído como forma de expressão artística, o número de artistas performáticos e os festivais em torno da performance é crescente no mundo. Ao encararmos a arte enquanto função social, nos apropriamos do conceito estrutural “Denken ist Plastik” (Pensar é Esculpir), difundido pelo artista performático Joseph Beuys, em que através do pensamento, materializamos e transformamos algo, a partir da ação, tornando-nos desta forma, num homem de ação. Além disso, o teórico da performance, o diretor teatral Richard Schechner, nos dá uma visão mais antropológica do tema, relacionando a performance ao seu aspecto ritual e xamânico, que também nos é muito relevante para este workshop, por lidar com temas ligados à catarse, à cura, à transmutação, à transcendência e à imanência. Do ritual ao espetacular, da arte engajada à cultura de massa, a performance abarca diversos setores das estruturas sociais e culturais, incluindo-se as artes, a política, os meios de comunicação de massa, e por isso, a importância em estudá-la.
Este workshop, trata-se de um pequeno laboratório de pesquisa, uma iniciação teórico-vivencial, em torno da arte da performance. É aberto a todos os interessados em ter um contato não só com a teoria, assim como também, com a prática, desta forma de expressão artística.
26/11/2010 (sexta-feira) das 19:00 hs às 22:00 hs (Abertura com palestra em formato de open space e, panorama de mostra de vídeos e fotografias de artistas performáticos).
Temas da palestra:
1. A arte da Performance (do Futurismo ao Presente), estudo de RoseLee Goldberg.
2. Observações sobre o estudo antropológico da performance realizado pelo pesquisador Richard Schechner.
3. A performance art como fronteira, como não-lugar.
4. O gesto inacabado da arte processual.
5. Considerações sobre a formação do coletivo de pesquisa prática-teórica de happenings e performances, Neo-mutismo, formado na Universidade Federal de Sergipe em 2005, pelo professor Rogério da Silva (in memorian), e pelos estudantes da UFS, Isabella Santana (Artes Visuais) e Pablo Giocondo (Filosofia).
27/11/2010 (sábado)
09:00 hs às 13:00 hs
. Exploração de reconhecimento da anatomia do corpo através de exercícios físicos.
14:00 hs às 18:00 hs
. Exploração do corpo como fronteira através de exercícios físicos.
04/12/2010 (sábado)
9:00 hs às 13:00 hs
. Propor tasks (tarefas) a serem resolvidas pelos vivenciadores-receptores da ação.
. Preparação da vivência artística no SESC-centro.
14:00 hs às 18:00 hs
. Vivência artística a ser apresentada em espaço público.
INVESTIMENTO: R$ 20,00
INFORMAÇÕES:
CENTRAL DE ATENDIMENTO DO SESC: (79) 3216 2727
WWW.SESC-SE.COM.BR
CONTATOS: email:isabellaoliv@hotmail.com/ celular: (79) 9961 2444
BIBLIOGRAFIA DO WORKSHOP:
AUSLANDER, Philip. From Acting to Performance – Essays in Modernism and Postmodernism. London: Routledge, 1997.
BORER, Alain. Joseph Beuys. Trad. Betina Bischot e Nicolás Campanário. São Paulo: Cosac & Naify, 2001.
CARLSON, Marvin. Performance – A critical introduction. New York: Routledge, 2ed, 2004.
COHEN, Renato. Performance como linguagem. São Paulo: Editora Perspectiva, 2002.
COTRIM, Cecilia; FERREIRA, Gloria (Orgs.). Escritos de artistas – anos 60/70. Rio de Janeiro-RJ: Zahar, 2006.
COUNSELL, Colin. WOLF, Laurie. Performance Analysis – An introductory coursebook. London: Routledge, 2001.
GLUSBERG, Jorge. A arte da Performance. São Paulo: Editora Perspectiva, 2003.
GREINER, Christine. O Corpo: pistas para estudos indisciplinares. São Paulo: Annablume, 2005.
GOLDBERG, RoseLee. A arte da performance: do futurismo ao presente. Trad. Jefferson Luiz Camargo. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
KAPROW, Allan. Essays on the blurring of art and life. Edited by Jeff Kelley. California, 1993.
SCHECHNER, Richard. Environmental Theater. Nova York: Hal Leonard Books, 1994.
____________. Performance Studies – An Introduction. Nova York: Routledge, 2ed. 2006.
____________. Performance Theory. Nova York: Routledge, expanded edition, 1988.
ZUMTHOR, Paul. Performance, recepção, leitura. Trad. Jerusa Pires e Suely Fenerich. São Paulo: Cosac Naify, 2007.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
AUGÉ, Marc. Não-lugares: Introdução a uma antropologia da supermodernidade. Trad. Maria Lúcia Pereira. Campinas, SP: Pairus, 1994.
CABANE, Pierre. Marcel Duchamp: Engenheiro do Tempo Perdido. Trad. Paulo José Amaral. São Paulo: Editora Perspectiva, 2001.
DELEUZE, Gilles. GUATARRI, Félix. Mil Platôs – capitalismo e esquizofrenia, Vol. 3. Trad. Aurélio Guerra Neto. Rio de Janeiro: Editora 34, 1996.
DERRIDA, Jacques. BERGSTEIN, Lena. Enlouquecer o subjétil. Trad. Geraldo Gerson de Souza. São Paulo: Unesp, 1998.
FARIAS, Agnaldo. Arte brasileira hoje. São Paulo: Publifolha, 2002.
HOLBEIN, Hans. The Dance of Death. Nova York: Dover Publications, 1971.
LAURENTIZ, Paulo. A Holarquia do Pensamento Artístico. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 1991.
MILLIET, Maria Alice. Lygia Clark – Obra Trajeto. São Paulo: Edusp, 1997.
MORAIS, Frederico. Contra a arte afluente: o corpo é o motor da “obra”. In: Arte contemporânea brasileira: textura, dicções, ficções estratégias. Rio de Janeiro: Rios Ambiciosos, 2001. P. 169-178.
PERNIOLA, Mario. Pensando o ritual: sexualidade, morte, mundo. Trad. Maria do Rosário Toschi. São Paulo: Studio Nobel, 2000.
SALLES, Cecilia Almeida. Gesto inacabado – processo de criação artística. São Paulo: Annablume, 2. Ed, 2004.
SALOMÃO, Waly. Hélio Oiticica: Qual é o parangolé? e outros escritos. Rio de Janeiro: Rocco, 2003.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Nunca fomos humanos – nos rastros do sujeito. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.
VESALIUS, Andreas. De humani corporis fabrica. Epitome. Tabulae sex. Trad. Pedro Carlos Piantino Lemos, Maria Cristina Vilhena Carnevale. São Paulo: Ateliê Editorial; Editora Unicamp, 2002.
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